Terça, 27 de Julho de 2021 06:43
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Saúde Dia dos Namorados

Uma linda receita de amor para durar a vida toda!

Uma história de 61 anos de casamento para inspirar o Dia dos Namorados: dona Terezinha, 81, e seu Antônio, 85, se conheceram na infância e vivem um eterno namoro

12/06/2021 06h26
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Por: Redação Agora ES
Foto: Rodolfo Santos
Foto: Rodolfo Santos

Por Geiza Ardiçon

Uma dose generosa de respeito (e bem generosa mesmo), outra dose de calma, mais uma pitada de diálogo, outra de companheirismo e aquela porção bem expressiva de sintonia. Gostou da receita? Dessa mistura saiu uma bela história de amor, daquelas para a vida toda: Antônio Torres Cruz, de 85 anos, e da dona Terezinha Tononi Cruz, 81 anos de idade, têm 61 anos de união e vão comemorar o Dia dos Namorados neste sábado (12) com o mesmo amor de sempre!

O registro oficial dessa união foi no dia 20 de fevereiro de 1960. Mas, a história deles já havia se cruzado bem antes, ainda na infância. Suas famílias moravam próximas, no bairro Ilha das Flores, em Vila Velha. “Éramos vizinhos. Morávamos em ruas diferentes, mas fomos criados juntos desde crianças. Naquele tempo não tinha água encanada no bairro e, na casa da mãe dele, tinha um poço. Íamos lá pegar água e foi assim que nos conhecemos. Fomos crescendo juntos e, depois, quando ele tinha 20 anos e eu tinha 18 anos, começamos a namorar”, contou dona Terezinha.

Daí em diante, a história deles só ganhou força. Passaram a dividir a mesma fé e fizeram do dia a dia uma troca de vivências e experiências com muito diálogo e calma. No Caderninho de Receitas do Amor, essa dica a seguir é valiosa. Anota aí o que dona Terezinha falou: “o nosso segredo, da gente conviver bem tantos anos, é que ele é uma pessoa muito calma e eu não sou de confusão. Não temos a natureza de brigar. Acho que é por isso que muitos casais se separam: porque não conseguem tolerar um ao outro”, afirmou.

Foto: Rodolfo Santos

Nessa receita também entra várias pitadas de diversão. A pandemia da Covid-19 tem impedido os momentos de lazer do casal, mas "é só por enquanto", como disse dona Terezinha. Logo eles pretendem voltar à rotina de passeios e viagens por aí. Seu Antônio canta no coral da igreja e, por isso, a agenda de viagens sempre foi cheia. E, é claro, a esposa sempre está por perto. “Já fomos em vários lugares, como no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília... Agora estamos ficando muito em casa, mas saímos sempre e juntos. Gostamos de viajar e passear. Aliás, em todos os nossos afazeres, estamos juntos, como nas compras, por exemplo”, disse Terezinha.

Mas, nem sempre as histórias são somente de alegria... Lá, na celebração do casamento, o casal já afirma que estarão juntos na ‘alegria e na tristeza, na saúde e na doença’. Por isso, quando são perguntados sobre uma história marcante na vida deles, seu Antônio logo lembra de um acidente de carro que sofreram juntos, em Governador Valadares, Minas Gerais. Dona Terezinha precisou ficar hospitalizada, mas tudo terminou bem. “A gente sempre um do lado do outro e firme na promessa de Deus. Vamos seguindo firme”, destacaram.

Anotou toda a receita para uma história de amor duradoura e inspiradora? E falta aquele toque especial para que tudo isso ganhe ainda mais sabor. É o arremate final, sabe? “Para ter um amor verdadeiro, sem falsidade, tudo numa boa, procurando ser amigo e fiel ao outro, é preciso sempre um conversar com o outro. Procure sempre viver bem, respeitando o outro. O respeito é o principal. Se você não respeitar, nada dá certo”, concluíram seu Antônio e dona Terezinha, durante uma conversa breve, mas com muito amor para o Jornal Agora ES e você, que vai passar a limpo toda essa receita de amor para curtir ainda mais o Dia dos Namorados!

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10 dicas para viver bem um relacionamento

1 – Nunca se irritar ao mesmo tempo

A todo custo, evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegura a calma de ambos diante da situação conflitante.

2 – Nunca gritar um com o outro

A não ser que a casa esteja pegando fogo. Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido. 

3 – Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro

Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e amor. Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, mas no diálogo não. 

4 – Se for inevitável chamar à atenção, fazê-lo com amor

A outra parte tem de entender que a crítica tem o objetivo de somar e não dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva, pois esta é amorosa, sem acusações nem condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. 

5 – Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado

A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos. Toda vez que acusamos alguém por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles. Certamente, não é isso que queremos para a pessoa amada. 

6 – A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge

Na vida a dois, tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra desprezo para com o outro. 

7 – Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo

Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução. Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou, no dia anterior, para ferver o leite sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. 

8 – Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa

Muitos têm reservas enormes de ternura, mas se esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isso também com palavras. Especialmente para as mulheres, pois nelas isso tem um efeito quase mágico. 

9 – Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas

Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta com si mesma e com o outro. Quando erramos, não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isso é ser humilde. 

10 – Quando um não quer, dois não brigam

É a sabedoria popular que ensina isso. Será preciso, então, que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será “não por lenha na fogueira”, isto é, não alimentar a discussão. Muitas vezes, é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. 

Fonte: Canção Nova / Trecho do livro: ‘Família, Santuário da Vida’, Prof. Felipe Aquino

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