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Economia Governo

Arrecadação federal chega a R$ 896 bi no primeiro semestre, recorde em 22 anos

A Receita afirma que o resultado é ajudado pelo desempenho de indicadores da economia, pelo crescimento da arrecadação paga por empresas, pela melhora no recolhimento com comércio exterior devido ao patamar do dólar e outros fatores

21/07/2021 13h03
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Por: Redação Agora ES Fonte: FOLHAPRESS
Foto: Reprodução Agência Brasil
Foto: Reprodução Agência Brasil

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - FÁBIO PUPO

A arrecadação federal chegou a R$ 896,8 bilhões no primeiro semestre de 2021, o melhor resultado para o período na série histórica (iniciada em 1995, mas padronizada em 2000).

O dado foi apresentado nesta quarta-feira (21) pela Receita Federal e representa um crescimento real de 24% sobre o mesmo período do ano passado. Na comparação com o mesmo intervalo de 2019, antes da pandemia, o avanço é de 6,1%.

A Receita afirma que o resultado é ajudado pelo desempenho de indicadores da economia, pelo crescimento da arrecadação paga por empresas, pela melhora no recolhimento com comércio exterior devido ao patamar do dólar e outros fatores.

Em junho, o resultado foi de R$ 137,1 bilhões -segundo melhor resultado para o mês (avanço real de 47% contra um ano antes e de 3,7% contra igual período de 2019). No mês, o resultado foi explicado principalmente por fatores não recorrentes (como recolhimentos extraordinários de aproximadamente R$ 20 bilhões de tributação sobre lucro e faturamento de empresas).

A arrecadação tem vindo acima do esperado inicialmente pelo governo em 2021. A diferença entre a última projeção divulgada para o ano e o calculado no Orçamento é de R$ 157 bilhões.

Nesta semana, o Ministério da Economia deve divulgar uma projeção atualizada e o ministro Paulo Guedes (Economia) já falou em R$ 200 bilhões a mais do que o previsto. Ele passou a usar esse movimento como embasamento para cortar tributos de empresas a partir do ano que vem.

Mas analistas ressaltam que a melhora na arrecadação tem ligação com fatores não-recorrentes e não assegurados para anos futuros, como a própria melhora na economia, o preço das commodities e até o padrão de consumo na pandemia -mais voltado a bens (em geral, com taxação mais elevada do que serviços).

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